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PLANO DIRETOR X CANDIDATOS A PREFEITO

Com  a proximidade das eleições para prefeito e vereador, como sempre, somos literalmente alvejados por um turbilhão de promessas do candidatos, que se apresentam como salvadores de pátria, pressupondo que os incautos eleitores perderam de vez o senso crítico e que suas ladainhas vão convencê-los de que são a melhor alternativa.

Sabemos que eles seguem um roteiro minuciosamente preparado e que cada discurso tem a intenção de se sobrepor aos demais buscando sempre atrativos que se revertam em votos, esquecendo que, a rigor, deveriam se ater ao que realmente importa: servir à cidade e à população dando o seu melhor para cumprir uma gestão eficiente em todos os sentidos.

E o Plano Diretor? Plano diretor, é a lei municipal que estabelece as diretrizes para o desenvolvimento tanto urbano quanto rural da cidade, envolvendo mobilidade urbana, preservação do patrimônio histórico, meio ambiente, ocupação do solo e demais quesitos relacionados ao cotidiano dos seus moradores.

O primeiro plano diretor de São Paulo foi aprovado em 1972 chamado então de Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) tendo sido “o primeiro do gênero a estipular rumos para o planejamento urbano de São Paulo” na gestão do então prefeito José Carlos Figueiredo Ferraz. A propósito, recomendo a leitura do texto “Como era São Paulo sem Plano Diretor[1]

Agora que estamos próximos das eleições, era previsível que os candidatos a prefeito o incluíssem nos seus esforços de campanha. Vamos ver o que alguns deles estão comentando a respeito:

O atual prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas, apesar de não citar formalmente o PDE no plano de governo, inclui no seu discurso alguns tópicos relacionados ao Plano Diretor da cidade de São Paulo, como o desenvolvimento de soluções urbanísticas que produzam a descentralização dos centros econômicos e comerciais.

O Celso Russomano promete rever o Plano Diretor focado na logística de abastecimento através do incremento de meios alternativos de transporte, como bicicletas e patinetes, inclusive entrelaçando a cidade com os terminais modais, indo além das ciclovias, consideradas por ele sem uso e mal cuidadas.

Já Guilherme Boulos utiliza o PDE com grande veemência na sua campanha, especialmente por ter a ex-prefeita Luiza Erundina como vice na chapa e pelo fato dela ter tido a sua gestão (1989-1993) evidenciada por fazer valer as políticas públicas.

Márcio França, por sua vez, não tem no seu programa de governo referências diretas com relação ao Plano Diretor, mas apresenta no mesmo algumas propostas focadas no desenvolvimento da cidade, com ênfase no planejamento, desenvolvimento urbano e habitação.

O candidato Arthur do Val inclui nas suas diretrizes de campanha a revisão do PDE, defendendo o transporte intermodal e o adensamento da região central da cidade.

Já o Gilmar Tatto enfatiza a participação popular através de conselhos e audiências com objetivo de construir políticas públicas que correspondam aos anseios efetivos da população.

Joice Hasselmann diz defender revisão do plano diretor da cidade de São Paulo com a realização de Parcerias Púbico Privadas – PPPs justificadas pela ausência de dinheiro da cidade: “O plano diretor de São Paulo é um Frankenstein, empurra as pessoas para fora, inclusive a classe média“, disse. “A gente vai rever e acabou. Quero fazer parcerias público-privadas, tenho conversado com pessoas ligadas ao sindicato da construção[2] disse em entrevista ao UOL em 03/09/20.

Esperamos que, independentemente de quem sair vencedor ou vencedora nas próximas eleições, que prevaleçam as diretrizes de um Plano Diretor Estratégico para a nossa cidade e assim não a sujeitaremos às intempéries eleitoreiras de sempre.


[1] https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,como-era-sao-paulo-sem-plano-diretor,9276,0.htm

[2] ( https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2020/09/03/joice-diz-que-psl-raiz-a-defende-e-fala-em-rever-plano-diretor-de-sp.htm?cmpid=copiaecola )

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